Às vezes eu me lembrava dele. Sem rancor, sem saudade, sem tristeza. sem nenhum sentimento especial a não ser a certeza de que, afinal, o tempo passou. Eu nunca mais o vi, depois que foi embora, que disse ter ido embora. Nunca nos escrevemos, nem nos telefonamos. Não havia mesmo o que dizer. Ou havia?
Detesto como não sei responder as minhas próprias perguntas.
Detesto como não sei responder as minhas próprias perguntas.
É possível que, no fundo, sempre restem algumas coisas para serem ditas. É possível também que o afastamento total só aconteça quando não mais restam essas coisas e a gente continua a buscar, a investigar — e principalmente a fingir, fingir que encontra. Acho que, se tornasse a vê-lo, custaria a reconhecê-lo.
Você me resurgiu do nada e ai?
E ai que nada mesmo.
Nem se quer um incômodo.
E eu estou imensamente feliz por isso. ;)
