segunda-feira, 2 de julho de 2012




A palavra coragem é muito interessante. Ela vem da raiz latina cor, que significa "coração". Portanto, ser corajoso significa viver com o coração. E os fracos, somente os fracos, vivem com a cabeça; receosos, eles criam em torno deles uma segurança baseada na lógica. Com medo, fecham todas as janelas e portas – com teologia, conceitos, palavras, teorias – e do lado de dentro dessas portas e janelas, eles se escondem.
O caminho do coração é o caminho da coragem. É viver na insegurança, é viver no amor e confiar, é enfrentar o desconhecido. É deixar o passado para trás e deixar o futuro ser. Coragem é seguir trilhas perigosas. A vida é perigosa. E só os covardes podem evitar o perigo – mas aí já estão mortos. A pessoa que está viva, realmente viva, sempre enfrentará o desconhecido. O perigo está presente, mas ela assumirá o risco. O coração está sempre pronto para enfrentar riscos; o coração é um jogador. A cabeça é um homem de negócios. Ela sempre calcula – ela é astuta. O coração nunca calcula nada.


Osho

sexta-feira, 29 de junho de 2012





"A gente tem é que sentir arrepios na vida. Aquela coisinha boa dizendo que você está no caminho certo, que é aquilo mesmo e as coisas estão fluindo. Pobre de quem não sente arrepios e não comemora em silêncio consigo mesmo enquanto tudo se encaminha. Pode ser uma arrepio de amor, realização, surpresa, expectativa, não interessa. Arrepios são um aviso: estamos vivos! E prontinhos para sentirmos e sermos felizes. Arrepios, daqueles que levantam todos os nossos pelos, são a maior demonstração de como o nosso coração gosta de sorrir."


Camila Costa

domingo, 29 de maio de 2011




'É fácil amar o outro na mesa de bar, quando o papo é leve, o riso é farto, e o chope é gelado. É fácil amar o outro nas férias de verão, no churrasco de domingo, nas festas agendadas no calendário do de vez em quando.
Difícil é amar quando o outro desaba. Quando não acredita em mais nada. E entende tudo errado. E paralisa. E se vitimiza. E perde o charme. O prazo. A identidade. A coerência. O rebolado.
Difícil amar quando o outro fica cada vez mais diferente do que habitualmente ele se mostra ou mais parecido com alguém que não aceitamos que ele esteja. Difícil é permanecer ao seu lado quando parece que todos já foram embora. Quando as cortinas se abrem e ele não vê mais ninguém na plateia. Quando o seu pedido de ajuda, verbalizado ou não, exige que a gente saia do nosso egoísmo, do nosso sossego, da nossa rigidez, do nosso faz-de-conta, para caminhar humanamente ao seu encontro.
Difícil é amar quem não está se amando.
Mas esse talvez seja, sim, o tempo em que o outro mais precisa se sentir amado. Eu não acredito na existência de botões, alavancas, recursos afins, que façam as dores mais abissais desaparecerem, nos tempos mais devastadores, por pura mágica. Mas eu acredito na fé, na vontade essencial de transformação, no gesto aliado à vontade, e, especialmente, no amor que recebemos, nas temporadas difíceis, de quem não desiste da gente.'



 
Ana Jácomo

domingo, 10 de abril de 2011

 A gente se apaixona pelo jeito da pessoa. Não é porque ele cita Camões, não é porque ela tem olhos azuis: é o jeito dele de dizer versos em voz alta como se ele mesmo os tivesse escrito pra nós; é o jeito dela de piscar demorado seus lindos olhos, como se estivesse em câmera lenta. O jeito de caminhar. O jeito de usar a camisa pra fora das calças. O jeito de passar a mão no cabelo. O jeito de suspirar no final das frases. O jeito de beijar. O jeito de sorrir. Vá tentar explicar isso.
(Martha Medeiros) 

domingo, 13 de março de 2011



Sempre desprezei as coisas mornas, as coisas que não provocam ódio nem paixão, as coisas definidas como mais ou menos, um filme mais ou menos, um livro mais ou menos. Tudo perda de tempo. Viver tem que ser perturbador. É preciso que nossos anjos e demônios sejam despertados, e com eles sua raiva, seu orgulho, seu asco, sua adoração ou seu desprezo. O que não faz você mover um músculo, o que não faz você estremecer, suar, desatinar, não merece fazer parte da sua biografia.


Martha Medeiros

quinta-feira, 10 de março de 2011

Vazio, seco, um deserto..


- E você, o que faz, no nada?
- Não sei, me desintegro, acho.
- E não dói?
- Não. Não dói. (silêncio)
- Você agora vai-me achar piegas, mas deixa eu perguntar. 
- Pergunte.
- Você não acredita no amor?
- Acho que não. Como é que você sabe?
- Não existe água. A água é o amor.
- Ah. Que mais?
- Nada.
- Nada?
- É. Nada. Você não acredita em nada. 
  Acha tudo estéril. Vazio. Seco. Um deserto. 
  Nem problemas você tem.






Caio Fernando Abreu

domingo, 6 de março de 2011




“Que mesmo depois de muito tempo a gente possa olhar e sorrir, 
mesmo sem saber por quê.”




Caio Fernando Abreu

segunda-feira, 28 de fevereiro de 2011

Ou a mulher é fria, ou morde.
Sem dentada não há amor possível.
Nelson Rodrigues

De repente nunca mais flores. Nem bilhetes, palavras doces ou olhares. Só a rotina. É que ouvir “A história de Lily Braun”, na primorosa voz de Maria Gadú, me fez tentar entender o que faz as relações irem perdendo a graça.

Porque para durar talvez seja preciso ser alquimista da alma.
Há que se misturar incandescências à ternuras. É preciso saber prender, mas também soltar. Não deixar que o tempo, o cotidiano, e os dissabores, enfraqueçam o amor, diminuam o outro.

Há que se passear pelos lábios, mas imprescindível é conhecer o céu da boca amada. Porque no amor vale tanto o corpo pesando no outro, como a suavidade do roçar das pernas. O importante é sustentar o olhar, e desfocar tudo ao redor...

Porque o amor é feito de um blues, uma boa mordida e um vinho barato !

O resto ?
Ah, o resto é só cenário.

segunda-feira, 21 de fevereiro de 2011



"Comigo é assim. Tudo o que eu faço de coração, faço inteiro.
Costuma dar certo."

Cristiana Guerra


"Só amo devagarzinho. Tempo por tempo. Verso por verso. Grito por grito. Até virar acontecimento. No meu amor, as delicadezas não cabem num só silêncio."



Priscila Rôde