Entenda bem e de uma vez: não me imagine tentando reatar uma história de amor já bastante espatifada. Você não me deu chance e mesmo se tivesse dado eu não reataria. A coisa mais saudável que eu podia fazer era entrar em outra, outras, de cabeça corpo e coração aberto. Andei amando loucamente, como há muito tempo não acontecia. De repente a coisa começou a desacontecer. Bebi, chorei, ouvi a velha e boa Legião, fumei, tive insônia e excesso de sono, falta de apetite e apetite em excesso, vaguei pelas madrugadas, escrevi poemas (juro). Agora já passou, pronto: um band-aid no coração, um sorriso nos lábios – e tudo bem, tudo ótimo, sério. Que venha o amor dilacerar de novo!
