terça-feira, 26 de janeiro de 2010

Pensar demais enlouquece ..




E se eu te dissesse que eu paro muito pra pensar as vezes? No muito que poderia ter sido e não foi, no muito que eu poderia ter dito, mas não disse.
Porque eu não sabia, eu não fazia idéia. Não acredito que teria sido diferente, mas era preciso!
Acho espantoso que todas as mudanças pequenininhas que a gente sofre todos os dias possam resultar numa mudança abismal no final de muitos deles.
Eu não precisava de tanta coisa, eu não precisava nem queria sentir nada muito forte, eu não queria ficar procurando a saída, eu não podia tornar simples o que sempre me manteve na dúvida e o que vindo de mim, sempre te fez duvidar.
Tudo isso transparecia em todos os pedacinhos quebrados que eu carregava dentro de mim. 
E tudo continuaria igual.
A distância permite a visão mais simples de todas, justamente porque enfrenta-se sentimentos muito mais fortes do que a incerteza, a vergonha de receber um não, o medo de errar e também o de dizer que gosta.
Besteira! O fato é que hoje me parece incogitável deixar de lado o que eu sinto pra poder me manter sem mais nenhum pedacinho partido.
Eu quero mais é acumular todos os pedacinhos, cicatrizes, cinzas e o que mais eu puder carregar e transformar em memórias. É ai que eu deixo pro tempo o trabalho de fazer tudo isso inteiro de novo.
Deixo o tempo trabalhar, porque ele é simplismente demais.
Te livra dos teus porque eu já me livrei dos meus, eu esqueci todos os fantasmas.
Então não duvida, não esquece, não tenta saber se foi ou não foi.
Todas as vezes que você suspeitou era verdade, mesmo que fosse do meu jeito.